Tânia Zapelline confessou ter matado o marido, o coronel da reserva Sílvio Gomes Ribeiro e teve prisão preventiva decretada
A mulher do coronel da reserva da PM morto em Florianópolis confiou sua defesa a um advogado araranguaense. Sílvio Gomes Ribeiro, de 54 anos, foi encontrado morto em seu apartamento no último dia 22, e sua esposa, Tânia Zapellini Ribeiro, está presa após confessar o crime. Segundo o Instituto Geral de Perícias, no corpo do coronel foram encontrados ferimentos de arma branca nos pulsos e no pescoço, porém, os ferimentos foram causados após a morte do homem.
Ela disse que agiu em legítima defesa depois que o marido a ameaçou. Segundo Tânia, os dois brigaram enquanto ela tentava impedi-lo de se suicidar. Os dois filhos da viúva compareceram para prestar depoimento nesta quinta-feira, mas preferiram ficar em silêncio.
Detida no Presídio feminino, ela alega que está sob ameaça. Seu advogado, o criminalista de Araranguá, Diego Niche Caldas, pediu um Habbeas Corpus no Tribunal de Justiça que pede a soltura de sua cliente. Segundo ele, a essência do crime é o motivo, defendendo que Tânia não tem antecedentes e que é preciso investigar com cautela os detalhes do crime. “Será que essa mulher fez aquilo sem motivo? Nós não estávamos lá naquele momento, por isso não devemos prejulgá-la. Podemos, sim, estar diante de um caso de legítima defesa ou de homicídio cometido sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima. Ela tem o direito de responder essa acusação em liberdade. Por isso estamos lutando pela liberdade provisória dela”, declara.

Tânia foi detida sob prisão em flagrante, convertida logo após em prisão preventiva.











