UNESC — EAD

Trabalhadores rurais celebram seu dia com festa

Epagri aproveita Festa do Colono para capacitar e valorizar quem põe comida na mesa da população e precisa de reconhecimento

No dia 25 de maio é comemorado o Dia do Trabalhador Rural, e estes homens e mulheres que trabalham de sol a sol para produzir o alimento que a sociedade consome, terão um espaço de capacitação na 12° Festa do Colono de São João do Sul, que acontece neste fim de semana. A Epagri promoverá, dentro do evento, o 1° Seminário Regional de Desenvolvimento Rural e Sucessão Familiar Rural. Na programação, palestras e tecnologias serão discutidas, além de enaltecer os produtores com uma feira de instrumentos adaptados para o trabalho dentro da propriedade, a Feira dos Inventores.

Estes trabalhadores, que muitas vezes não são valorizados, enfrentam muitas dificuldades dentro e fora da porteira. Mão-de-obra escassa e cara, desvalorização, preços baixos na hora de vender a produção… Essas são as principais queixas de quem trabalha no campo e tira dela o seu sustento. “Uma das dificuldades enfrentadas ao diversificar as propriedades está ainda na produção, que às vezes não é adequada ao mercado. Há alguns entraves da legislação, de escala de produção, que dificultam o meio rural. Isso acontece na legislação trabalhista, sanitária”, explica Edson Borba Teixeira, engenheiro agrônomo e gerente regional da Epagri em Criciúma. Ele ainda defende que é preciso mais valorização do profissional, que atua em um setor bastante relevante na região.

Outro ponto muito discutido quando o assunto é a agricultura é a mecanização. A modernidade das máquinas chegou ao campo, e ajuda os trabalhadores e conseguirem atuar com menos trabalho braçal e economizar tempo. Segundo Edson, foi-se o tempo em que trabalhar na agricultura era só o cabo da enxada. Hoje as colheitadeiras de grãos têm ar-condicionado e GPS, o que proporciona aumento da produtividade, maior eficiência e humanização da atividade. No entanto, é preciso saber administrar financeiramente a necessidade de um implemento desses na propriedade rural. “É bom avaliar esses investimentos, que às vezes, não são bem usados e imobilizam dinheiro na propriedade”, aconselha.

De acordo com o Censo Agro do IBGE de 2017, em Santa Catarina, 497.823 pessoas trabalham no setor rural. São quase 500 mil pessoas plantando, colhendo e lutando por um futuro melhor trabalhando na terra.

Qual a maior dificuldade para o produtor rural?

Perguntamos a três trabalhadores rurais sobre qual dificuldade destacariam como maior na atividade que desenvolvem. Em uma região diversificada e rica em recursos naturais, as reclamações são as mais variadas, mas envolvem quase sempre a mesma coisa: reconhecimento.

Jorge Luís Soares

“Falta de valorização das pessoas do meio urbano conosco, que colocamos a comida na mesa de todos”.

Teodoro Machado

“Não temos preço e nem valorização, não temos incentivo nenhum. Mas a mão-de-obra é muito difícil, pago empregado e é muito complicado. As pessoas não querem trabalhar no campo”.

José Edio Alexandre

“Os atravessadores. A gente produz e eles comem tudo no caminho. A mão-de-obra também é difícil e cara”.

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