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Arrancada de Scaini e Zé Milton; PP libera filiados em 1º de agosto; compra de diploma/ afastamento; 2 servidoras assumem e 1 cargo fica vago na CRE

LANÇAMENTO DA PRÉ-CANDIDATURA DE EVANDRO SCAINI E ZÉ MILTON

A noite de quarta-feira (22) foi marcada pelo lançamento da pré-candidatura de Evandro Scaini a deputado estadual, em Araranguá. Realizado no Eco Parque, o evento reuniu um grande público, lotou o espaço e evidenciou a força da articulação política em torno do projeto para as eleições de 2026. O encontro contou com a presença do senador e pré-candidato à reeleição Esperidião Amin, do deputado estadual e pré-candidato a deputado federal José Milton Scheffer, do secretário de Estado da Indústria, do Comércio e do Serviço, Leodegar Tiscoski, além de prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e lideranças de diversas regiões catarinenses. A pré-candidatura de Scaini vem sendo construída com apoio em pelo menos 59 municípios, abrangendo regiões como AMESC, AMREC, AMUREL, Grande Florianópolis e AMAVI, demonstrando a mobilização regional em torno do projeto. Durante os pronunciamentos, Esperidião Amin destacou a representatividade do encontro. “Fazia tempo que eu não participava de uma reunião tão bonita, tão prestigiada, tão autêntica e legítima, com a presença de diversas gerações”. O senador também reforçou o trabalho de mobilização pelo Estado. “Tenho percorrido Santa Catarina para ouvir as pessoas, dialogar com as lideranças e renovar o compromisso de defender os interesses do nosso Estado. Estamos construindo um projeto coletivo, com união, experiência e responsabilidade”. José Milton Scheffer ressaltou que o projeto representa um sonho coletivo da região Sul e destacou a trajetória de Evandro Scaini como gestor e liderança política. Ao agradecer a presença dos apoiadores, Scaini afirmou que aceitou o desafio por acreditar na força do grupo e reforçou o compromisso de trabalhar pelo fortalecimento dos municípios e pela busca de recursos para Santa Catarina. O ato marcou o início de uma nova etapa da pré-candidatura, que seguirá com uma agenda de mobilização e articulação política em diferentes regiões do Estado.

 

PRATOS LIMPOS

A Secretaria de Educação afastou por 60 dias, as três servidoras que foram apanhadas no caso dos diplomas falsos de doutorado da Unip. Elas ficam 60 dias afastadas (recebendo salários) enquanto caminha o Processo Administrativo Disciplinar – PAD , de 21 de julho a 21 de Setembro, ou seja, 13 dias antes das eleições. O tema tem potencial para ser usado contra o atual governador ainda no primeiro turno. Jorginho Mello (PL) deveria determinar à secretária de Educação Luciane Ceretta que as pasta fizesse uma devassa sobre todos os diplomas apresentados para progressão na carreira. Isso poderia evitar que o caso das fraudes dos diplomas recaísse sobre o governo e respingasse no atual coordenador regional de Educação, Gilberto Celestino Pinto Delfino, o Betinho, que teve o time de confiança de sua pasta envolvido neste esquema.

 

PARA OS CARGOS

Com o afastamento das três servidoras, a CRE coloca duas servidoras como interinas: Karin de Bem (foto 1), Integradora de Ensino, que assumiu interinamente como Supervisora de Ensino. Josiane Costa Valeriano (foto 2), que era diretora da E.E.B. Apolônio Ireno Cardoso, assumiu interinamente como supervisora de Direitos Humanos (DH). O outro cargo, por ora fica vago.

 

 

BEM CARNAL, NADA ESPIRITUAL

Em 2022 escrevi um texto antes das eleições em que explicava que as eleições daquele ano, nem mesmo a de 2018, tampouco será a de 2026, fazem parte de uma “guerra espiritual”. Como se houvesse um grupo político predestinado pelos céus (o do PL) a vencer o grupo que representava o mal (o da esquerda/ PT).  Como bem disse naquele momento, com a experiência de quem acompanha por mais de 20 anos o processo eleitoral, não passava de uma “disputa de poder”.  Tanto é verdade que um dos mantras repetidos naquelas eleições era de que haveria um fechamento sistemático de igrejas evangélicas. Isso fez com que muitos pregadores passassem a usar os púlpitos para fazer propaganda escancarada em favor de Jair Bolsonaro (PL). Tudo o que veio a seguir foi a confirmação de que se tratava de disputa de poder, do domínio de quem iria de fato comandar os recursos do país. De lá pra cá vieram à tona muitos escândalos que mostram bem que não havia nada de espiritual nas eleições. Tivemos o escândalo das “emendas do orçamento secreto (emendas do relator)”, com várias investigações em curso que mostram parlamentares e gestores de municípios em conluio para receber e desviar parte dos recursos das emendas.  Tivemos o escândalo em torno dos descontos ilegais de valores das contas dos aposentados – escândalo do INSS, que pega gente da direita, da esquerda, do centro. O caso dos desvios do INSS, além das prisões de muitos dos envolvidos, acabou gerando até uma CPMI mista de Câmara e Senado. Mais recentemente, veio a tona o escândalo do Banco Master, que coloca muitos políticos no banco dos réus. Daniel Vorcaro preso, e muitos vídeos que mostram como muitos chamados homens de família tratam de corrupção, prostituição e luxúria. Pacote completo. A ligação entre Vorcaro, que frequentava a igreja do pastor André Valadão, cujo cunhado estava enlameado, e o fato de igrejas terem entrado no ramo dos bancos, é mais uma demonstração de que não há nada de espiritual nestas relações. É puro negócio. Simples assim.

 

BANDEIRA BRANCA

O PL fará suas convenções no dia 25 de julho para definir a candidatura a presidente da República e deve manter Flávio Bolsonaro como candidato a presidente. Ainda mais agora que, nesta quinta-feira (23), a madrasta, ex primeira dama Michelle Firmo Bolsonaro, gravou um vídeo em que diz ter ‘aceito as desculpas’ do filho 01 – como chamava o ex presidente Jair Bolsonaro (PL). O fato é que Michelle fez Flávio ‘sangrar’ até que a campanha percebesse de fato a sua importância para manter unido o campo mais ligado ao ex presidente. Chegou-se ao ponto de cogitar que Michelle ficaria fora das eleições para o Senado pelo Distrito Federal, onde ela é favorita a ganhar uma cadeira pelos próximos 8 anos. Há a hipótese de que ela faça dobradinha com a deputada federal Bia Kicis (PL/DF) para buscarem as cadeiras ao Senado junto com a governadora Celina Leão (PP/DF), que busca a reeleição. Outra hipótese é que Bia seja a vice de Flávio. Uma outra hipótese possível – mais remota – seria que o PL fosse de ‘chapa pura’ com Flávio e Michelle, já que o PL quer uma mulher na chapa. Depois de tantas confusões por causa das relações com Daniel Vorcaro, do escândalo do Banco Master, esta é a melhor notícia que Flávio Bolsonaro poderia ter: a da pacificação com Michelle.

COM AMIN, MAS LIBERADO

Uma liderança do alto clero do Progressistas adiantou à coluna o que irá ser definido pelas convenções do partido, que acontecem no dia 1º de agosto na Assembleia Legislativa – Florianópolis. Convenções estas que acontecem em conjunto com PSD, MDB e União Brasil, partido com o qual forma a Federação União Progressista. De acordo com esta fonte o PP irá “emprestar o CNPJ” para Esperidião Amin (PP) concorrer ao Senado na chapa com Antídio Lunelli (MDN), e que tem a dobradinha João Rodrigues (PSD) e Carlos Chiodini (MDB). Um acordo interno permite que o tempo de rádio e TV do PP fique com a coligação, porém, os filiados serão liberados o apoio a governador, como querem muitos prefeitos e deputados do partidos. 

 

NA FRENTE

A Unidade Popular (UP) saiu na frente no calendário eleitoral e foi o primeiro partido a realizar convenção estadual em Santa Catarina. A sigla homologou a chapa majoritária com Laís Chaud ao Governo e Nathália Melo na vice, além das candidaturas de Marlene Soccas e Ana Lúcia da Silveira ao Senado. Também foram confirmados Amanda Wenceslau e André Luiz Drejan para a Câmara dos Deputados. Sem representação no Legislativo catarinense, a UP aposta na ampliação de sua presença política e na defesa de uma pauta voltada aos trabalhadores, mulheres e juventude.

 

GABARITO EM BRANCO

O vereador Welliton Junior de Farias (União Brasil), de Maracajá, propôs na sessão de terça-feira (21/07), que a Câmara de Vereadores abra uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar detalhes sobre a Operação Gabarito em Branco, do GAECO, que apura o favorecimento de servidores quando da realização de concursos no município. O prefeito Aníbal Brambila (PSD), na sessão inaugural da nova sede na Câmara, falou sobre o tema. Disse à época de que a investigação tratava da empresa que executou concursos/processos seletivos em Maracajá. Que o Gaeco estava indo em todos os municípios em que a empresa do Paraná havia executado algum concurso. Que não havia uma denúncia específica sobre algum dos concursados locais.

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