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Molhes de Passo de Torres entram definitivamente na agenda política
AUDIÊNCIA TRANSFORMA REIVINDICAÇÃO HISTÓRICA EM PAUTA PRIORITÁRIA DA REGIÃO
A audiência pública realizada em Passo de Torres sobre a ampliação dos molhes da barra do Rio Mampituba deixou uma mensagem clara para o meio político catarinense: a pauta deixou de ser apenas uma demanda da comunidade pesqueira e passou a ocupar espaço prioritário na agenda regional.
A presença de mais de 500 pessoas no encontro promovido pela Comissão de Pesca e Aquicultura da Assembleia Legislativa demonstrou força de mobilização e conferiu legitimidade política ao projeto. Não se tratou apenas de uma reunião técnica. Foi um recado direto aos governos estadual e federal de que a região está unida em torno da obra.
O deputado estadual Zé Milton Scheffer (PP)z, que liderou a audiência, conseguiu transformar uma reivindicação histórica dos pescadores em uma pauta institucional da Assembleia Legislativa. Ao reunir prefeitos, lideranças comunitárias, representantes do setor pesqueiro e parlamentares em torno do mesmo objetivo, o parlamentar dá um passo importante para construir o ambiente político necessário à busca dos recursos.

O desafio, agora, deixa de ser técnico e passa a ser essencialmente político. O projeto existe, tem estimativa de custo, justificativa econômica e respaldo popular. O próximo movimento será convencer os governos a colocarem os cerca de R$ 14 milhões necessários na lista de prioridades.
A mobilização também fortalece o discurso regional de que o Extremo Sul catarinense precisa ocupar mais espaço na distribuição dos investimentos públicos. A obra dos molhes não beneficia apenas os pescadores. Ela impacta a segurança da navegação, o turismo, a economia local e a integração entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Em ano pré-eleitoral, poucos temas reúnem tantos ingredientes políticos: uma demanda histórica, forte apelo social, ampla mobilização popular e consenso entre lideranças de diferentes correntes. A partir da audiência desta semana, a pergunta já não é mais se a obra é necessária. A discussão passa a ser quem conseguirá viabilizá-la.


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