A revisão do governo do estado no Plano Estadual de Vacinação já está gerando polêmica. Em ofício encaminhado ao governo de Santa Catarina na semana passada, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio/SC) questiona a decisão do Executivo de incluir novos grupos prioritários no Plano, mas ignorar os trabalhadores do comércio, serviços e turismo.

No documento, a entidade ressalta que os profissionais do setor comercial sofrem “extrema exposição no atendimento ao público”, mas mesmo assim, foram deixados de fora da reanálise do plano, que excluiu até mesmo “aqueles que sustentam os serviços considerados essenciais”.

A Federação ainda questiona qual o critério técnico e sanitário adotado pelo governo nas mudanças no plano, que agora contempla caminhoneiros, trabalhadores do transporte aéreo, ferroviário, aquaviário, metroviário, e coletivo rodoviário, além de trabalhadores portuários e trabalhadores industriais. Ou seja, entregadores de alimentos, atendentes de farmácia e frentistas, por exemplo, que atuam em atividades consideradas essenciais pelo próprio governo, terão de esperar mais para serem imunizados.

O documento assinado pelo presidente da Federação, Bruno Breithaupt, se encerra pedindo uma “revisão urgente” para inclusão de trabalhadores do comércio, serviços e turismo no plano. 

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