MAIORES DIFERENÇAS
Desde que as eleições voltaram a ser diretas, já no processo de redemocratização, na abertura do Regime Militar (1964-1985), foram realizadas 10 eleições para prefeito de Araranguá.
O município elegeu Mariano Mazzuco (PP) para 3 mandatos; Primo Menegalli (PSDB) para 2 mandatos; e outros 5 prefeitos por 1 mandato: Antônio Eduardo “Dau” Ghizzo (PDS); César Cesa (MDB); Manoel Mota (PMDB); Neri Francisco Garcia (PMDB); e Sandro Maciel (PT).
São 4 prefeitos do PP/PDS; 3 do MDB/PMD; 2 do PSDB; e 1 do PT.
Se considerarmos a maiores diferenças entre candidatos, César Cesar chegou em 2020 à segunda maior vitória, atrás apenas da vitória histórica de Mariano Mazzuco (PP) na eleições de 2016, com históricos 8.816 votos de diferença.

 

MAIORES VOTAÇÕES

Se considerarmos a votação nominal dos candidatos a prefeito desde 1982, Mariano Mazzuco Neto (PP) foi quem recebeu a maior votação: 20.719 votos (em 2016). Também foi quem recebeu a segunda maior votação: 19.631 votos (em 2008). O terceiro prefeito mais votado na história foi Primo Menegalli (PSDB) com 15.056 votos (em 1996). César Cesar (MDB) foi em 2020 o quarto mais votado da história, com 13.967 votos.

 

PESQUISA FALSA

A pesquisa que rodou os grupos de Whatsapp no final de semana das eleições, em Araranguá, era uma mera montagem com dados falsos, sem indicação de Instituto de Pesquisas, com número de Registro no TSE falso (SC-09259/2020), sem indicação de data que foi realizada, número de entrevistados. Uma simples pesquisa no sistema PesqEle já mostrava que ela sequer existia.

Além disso, usava como margem de erro um percentual nada usual de 4,98%.

 

OS ERROS DO ESTAGIÁRIO

O supervisor do trabalho esqueceu de corrigir o estagiário que fez esta montagem tosca.

Erro nº1: o card com a pesquisa mostrava os 5 candidatos a prefeito de Araranguá com a soma de 85,8% das intenções de voto, e mais 15% de indecisos e 4,3% de brancos e nulos, o que fazia a soma total chegar a 105,1%, o que era uma clara divergência.

Em pesquisa, é tolerável até 100,1%, em face do arredondamento das casas decimais, nas chamadas “dízimas periódicas”. Erro nº2: a palavra no card saiu indecisos, erro pouco comum para institutos honestos. Erro nº3: as urnas foram implacáveis com as chamadas “pesquisas fake news” e ajudou a credenciar os institutos sérios.

 

ÚNICO PRESIDENTE

Entre os vereadores eleitos de Araranguá, José Carlos da Rosa, o Neno Fontoura (PSD), é o vereador que mais tem mandatos e o único a ser presidente da Câmara Municipal.

 

OUTRA VITÓRIA

O grupo do prefeito eleito Eder Mattos (PL) elegeu 3 vereadores: Anderson Scardueli, o Nino (PL); Eloir Corneo (PL); e Morgana de Almeida Figueiredo (PL). O time do segundo colocado, Rogildo Bordignon (PSDB) – PSDB/MDB/PSD, também elegeu 4 vereadores: Kaká Salvaro (PSDB); Geise Recchia (PSDB); Antônio Simoni (PSD); e José Bonfante (PSDB); enquanto o time de Vitor Hugo (PP) – PP/PDT, elegeu 2 vereadores, Jonas Ostetto (PP) e Joel de Luca (PP).  Precisará compor sua base para ficar com maioria.

Mas a maior vitória de Mattos foi a não eleição do maior desafeto político da atual legislatura, a vereadora Maria Ondina Espindola Caldas Pelegrini, a Bá (PP), que fez ínfimos 57 votos.

 

TRANSIÇÃO COMPLICADA

Em 2016, o prefeito Evandro Scaini (PSD, hoje PSL) fez seu sucessor, o prefeito Juscelino da Silva ‘Mineiro” Guimarães (PSD, hoje PSDB). Naquela ocasião não houve transição. O prefeito Mineiro foi para a Prefeitura acompanhar o então prefeito Evandro despachar.

Agora, o cenário é outro. Mineiro apoiava a candidatura de Everton Pinto (PDT). Portanto, para de fato haver transição, é preciso abrir espaço no paço municipal, não para o prefeito eleito, mas para um grupo de trabalho. Ou isto, ou a transição irá acontecer de fato em 1º de janeiro.

 

EXPECTATIVA CONFIRMADA

As maiores vitórias na Amesc se deram em 5 municípios: Keio Olivo (PP) fez 100% dos votos válidos em Morro Grande; Moacir Teixeira (MDB) fez 72,75% dos votos válidos em São João do Sul; Gaiola Mezzari (MDB) fez 65,55% dos votos válidos em Jacinto Machado; e Evandro Scaini (PSL) fez 61,30% dos votos válidos em Balneário Arroio do Silva.

 

APOIO DO LALE

Apesar de apoiar a candidatura de Aníbal Brambila (PSD) e Volnei Rocha (PSL), o prefeito Arlindo “Lale” Rocha (sem partido) alega que não usou a “máquina política” da Prefeitura de Maracajá em favor dos candidatos que apoiava. Lale apoiou os candidatos porque se comprometeram em dar continuidade ao modelo de gestão empregado desde 2017.

0 Comentários

Comente essa publicação