CÂMARA JOVEM E RENOVADA

O vereador mais votado foi Paulinho (PSD) com 1365 votos. Em 2016, havia sido o segundo mais votado. O vereador reeleito Diego Pires (PDT) fez 1156 votos, segunda maior votação. Bem diferente de 2016, quando entrou pela legenda da coligação com apenas 7 votos a mais que Banha (PT). O vereador Márcio Tubinho (PP) foi o terceiro mais votado com 988 votos, ampliando a votação de 2016. 

Na segunda faixa, dos 700 votos, tivemos 3 eleitos: Douglas Michels (PP) com 792 votos; Neno Fontoura (PSD) com 745 votos; e Diran Drewke (PP) com 719 votos.

Na faixa dos 600 votos temos Luiz da Farmácia (PL) com 678 votos; Jorginho Pereira (PP) tem 648 votos; Tico Batista (MDB) levou 637 votos; e Luciano Pires (Podemos) com 625 votos.

Mais 4 se elegeram na faixa dos 500 votos: Nelson Soares (PDT) com 591 votos; Samuka (PSD) fez 587 votos; Lena Périco (MDB) entrou com 565 votos; e o vereador Jair Anastácio (PT) foi reeleito com 548 votos.

A 15ª vaga ficou com Zico do Caverazinho (Avante), eleito com apenas 370 votos. Prova de que fazer time era uma das melhores soluções para esta eleição.

 

EXPECTATIVA ALTA

Fiz uma entrevista/live na POST TV com 11 dos 15 vereadores eleitos por Araranguá noite desta quinta-feira (19). Ausentes apenas os vereadores reeleitos Paulinho (PSD) e Neno Fontoura (PSD), que não conseguiram confirmar a presença, e os vereadores Tico Batista (MDB) e Luciano Pires (Podemos), ambos com suspeita de ter contraído o novo coronavírus.

A conclusão a que chego diante da conversa com os vereadores que participaram da live é que teremos uma das melhores Câmaras da história recente do Poder Legislativo de Araranguá.

Pode-se esperar uma Câmara tão boa e combativa quanto a eleita em 2000, capitaneada pelo já falecido vereador Gercy Pascoali (PP), que formou um G-9 com 4 vereadores do PP; 2 do MDB (Cabo Loro e Tutatti, que depois foram para o PDT); 2 do PT (Cida e Celso); e Cláudio Roberto (PPS – dissidente do PSDB).

 

GOVERNO COM MAIORIA

Em Balneário Arroio do Silva, o prefeito eleito Evandro Scaini (PSL), tem maioria entre os vereadores eleitos. São 5 do PSL (Lei, Elvio, Alice, Alan e Pedrinho) contra apenas 4 da oposição, 2 do PSDB e 2 do PDT. A presidência da Mesa Diretora deverá ficar com Lei do Mar Azul (PSL), que pretendia ser na gestão passada, mas acabou ficando de fora com a presidência indo para os 2 vereadores do PSDB, Sérgio Policarpo e Everaldo Caetano.

Não concorreram à reeleição 4 dos 9 vereadores: Sérgio (PSDB), Everaldo (PSDB), Edmilson (PP) e Chocolate (MDB). Já os 3 que concorreram à reeleição pelo PSL, Lei, Elvio e Alice, e os 2 pelo PDT, Greyce e Macan, foram todos reeleitos.

 

ABSTENÇÃO ALTA

Em Araranguá, o percentual de abstenção foi 23,99%, ou seja, 12.135 votos não foram votar. Pela ordem, César Cesar (MDB) fez 13.967 (38,85%); o segundo colocado foi a abstenção com 12.135 não votos.

Depois vem Daniel Viriato (PP) com 8.611 votos (23,95%); Ricardo Ghelere (PRTB) com 7.050 votos (19,61%); Igor Batista (PL) fez 5.766 votos (16,04%); e Felipe Damásio (PSOL) fez 553 votos (1,54%).

O comparecimento foi de 38.446 eleitores.

 

AFASTADOS DO PP

Dois eleitores de César Cesa (MDB) saíram vitoriosos da eleições de 2020: Antônio Eduardo “Dau” Ghizzo (PSD) e Tonhão Pereira (PP). O primeiro, porque deixou o PP por não concordar com os rumos tomados na “era Mariano”; o segundo, porque entrou em atrito com Daniel Viriato (PP) e disse que não votaria nele. Ficou no PP, mas não votou no candidato apontado por Mazzuco.

 

DIFERENÇA DE VOTOS

Em 2016, Mariano Mazzuco (PP) fez 20.719 votos (55,16%) contra Anísio Premoli (MDB) com 11.903 votos (31,69%), uma diferença de 8.816 votos. Em terceiro lugar, Beto Coan (PTB) fez 3.291 votos (8,76%) e o quarto colocado, Chico Merêncio (PT) fez 4,40%.

Agora, em 2020, César conseguiu uma diferença de 5.536 votos.

 

SUBIRAM DE POSTO

Dois vereadores de Araranguá, que não foram eleitos, viram seus ex assessores chegarem à Câmara de Vereadores: Douglas Michels (PP), que foi assessor de Jacinto Dassoler (PP); e Diran Drewke (PP), que assessorava Vidrinho (PSD).

 

LUTO NO ESTADO

Governo do Estado decreta luto oficial pelo falecimento do ex-governador Henrique Córdova. A governadora Daniela Reinehr decretou luto de sete dias pelo falecimento do ex-governador Henrique Córdova, de 82 anos. O político, nascido em São Joaquim, morreu neste domingo, 15, em Lages. “Meu mais profundo sentimento e pesar pelo falecimento de Henrique Córdova. Aos familiares, apresento minha solidariedade por tão sentida perda”, afirmou a governadora. Córdova era vice-governador quando assumiu o Governo de Santa Catarina entre 1982 e 1983, após a renúncia de Jorge Bornhausen para disputar vaga ao Senado. Também foi deputado federal e estadual. O advogado e produtor de maçã na Serra catarinense deixa a esposa e dois filhos.

 

CARREIRA POLÍTICA

Henrique Córdova nasceu em 18 de fevereiro de 1938, em São Joaquim. Em 1957, ingressou na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Já em 1966, esteve no comando da Secretaria de Planejamento da Prefeitura de São Joaquim.

Assumiu o cargo de deputado estadual em 1969 e em 1971. Nas eleições de 1974, foi eleito deputado federal por Santa Catarina. Vice-governador de Santa Catarina em 1978, assumiu o Governo do Estado, entre maio de 1982 e março de 1983, após a renúncia de Jorge Bornhausen para disputar vaga ao Senado. Em 1986, elegeu-se deputado federal Constituinte para a 48ª Legislatura (1987-1988) e para a 48ª Legislatura (1987-1991).

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