Santa Catarina corre o risco de ver o pior momento da pandemia de Covid-19 durante as festas de fim de ano. É o que alerta o infectologista Luiz Henrique Mello, coordenador do Centro de Triagem de Joinville, no Norte do Estado.

Nessa terça-feira, dia 17, o cenário da pandemia se agravou e o número de casos ativos registrados em um único dia foi de 5.178, o maior número já notificado desde março. Em novembro, a quantidade de contaminados do auge da pandemia, entre julho e agosto, foi ultrapassada. “Em cerca de doze dias, no final de novembro, veremos o reflexo dessa explosão na ocupação das UTIs (Unidades de Terapia Intensiva). Já em um mês, em meados de dezembro, o reflexo aparecerá no aumento de mortes”, prevê.

A alta nos casos acontece em todas as regiões do Estado como mostrou a atualização da matriz de risco potencial divulgada nesta quarta-feira, dia 18. Entre as regiões com risco potencial grave está o extremo sul.

Para o infectologista, a explosão de casos ocorre, pois, as pessoas acreditam que a fase grave da pandemia já passou. “Ficou a impressão de que a quarentena foi precoce. Chegamos próximo ao colapso em julho, mas conseguimos manter devido ao primeiro lockdown que permitira prepararmos o sistema hospitalar. Mas a flexibilização não significa que a pandemia acabou”, diz.

Ao achar que o pior já passou, as pessoas voltaram à vida normal, mesmo com os níveis de transmissão piorando. Registros de aglomerações em praias, gente sem máscara e mesmo o descumprimento dos protocolos por estabelecimentos comerciais passaram a ser cada vez mais frequentes.

Sem vacina, as orientações para contar a Covid-19 são as mesmas já divulgadas no início da pandemia. “As pessoas precisam entender que o uso de máscara, evitar aglomerações, usar álcool gel e manter os ambientes arejados são as únicas e principais medidas”.

Informações: ND+

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