Depois de um ano difícil para a pesca artesanal em Santa Catarina, o primeiro mês da temporada de 2020 trouxe um alento para os pescadores. Somente em maio, 550 toneladas foram capturadas no litoral catarinense, segundo o presidente da Fepesc (Federação dos Pescadores do Estado de Santa Catarina), Ivo Silva.

Na manhã da última quarta-feira, dia 3, pescadores da praia dos Ingleses, no Norte da Ilha de Santa Catarina, comemoraram um lanço com 40 mil tainhas, o maior deste ano na Capital.

“Todos saíram com peixe. Mas é uma incerteza, amanhã pode dar mais ou não dar nada”, diz o pescador Junior Ovídio Pacífico, do Rancho Menino do Rio. No sábado passado, dia 30, outros 27 mil peixes encheram as redes, na mesma praia.

 

Outros locais no Estado

 

Conforme informações dos pescadores, também foram registrados lanços na Praia da Pinheira, em Palhoça, com mais de 21 mil tainhas, nesta quarta. No mesmo local já haviam sido pescadas outras 8.540 unidades na segunda-feira (1).

Na terça (2), foi a vez do Retiro dos Padres, em Bombinhas, no litoral Norte, onde foram contabilizadas 3.058 tainhas; e na Praia brava, Norte da Ilha, com 2.660 peixes.

No último domingo (31), aproximadamente 5 mil tainhas caíram nas redes dos pescadores da Praia da Vigia, em Garopaba, no litoral Sul. Na mesma região, em Balneário Gaivota, um total de 800 quilos de peixe foram registrados essa semana, segundo a Fepesc.

Enquanto a região do Norte da Ilha de Santa Catarina tem registrado vários lanços, o Sul da Ilha teve poucas oportunidades de captura esta semana. Segundo o pescador Pacífico, a espécie procura águas mais quentes para desovar e a baía da praia da Lagoinha do Norte costuma ser um bom local. Já no Sul da Ilha, as águas são mais frias e o mar mais aberto, o que dificulta um pouco mais a captura.

 

Regras e cotas de captura

 

Este ano, a safra da tainha vai de 1° de maio a 31 de dezembro para a pesca não motorizada ou desembarcada; entre 15 de maio e 31 de julho, para a frota de emalhe anilhado; e entre 1° de junho e 31 de julho para embarcações de cerco/traineira.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento estabeleceu as cotas de captura em instrução normativa publicada em abril. Pelo documento, a cota máxima de pesca da espécie será de 627,8 toneladas para a frota de cerco/traineira, com cota individual de 50 toneladas.

Já para a frota de emalhe anilhado de Santa Catarina, a quantia máxima é de 1.196 toneladas para operar no mar territorial do Sudeste e Sul. Outras modalidades de pesca não estão sujeitas aos limites de cota de captura.

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