Pelo menos oito detentos e 15 funcionários do sistema prisional em Santa Catarina foram diagnosticados com Covid-19. Outros oito servidores que apresentaram ao menos um dos sintomas do novo coronavírus estão sendo monitorados.

A informação foi confirmada pela SAP (Secretaria de Administração Prisional e Socioeducativa). O número foi atualizado na noite de quinta-feira (4). Não houve mortos entre os infectados.

Os casos foram registrados em nove unidades. Os mais recentes foram detectados no Presídio Regional de Biguaçu, na Grande Florianópolis. No local, três internos e um agente prisional testaram positivo para a doença no início desta semana.

Segundo um funcionário que trabalha no local e pediu para não ser identificado, os três internos da unidade receberam autorização de prisão domiciliar. O agente também cumprirá isolamento social em casa.

“Como aqui a unidade é muito velha, não tem um local adequado para fazer o isolamento deles. Aí foi feito contato com o juiz que deu prisão domiciliar”, contou o servidor.

Dentista foi primeiro infectado

O primeiro caso da doença no sistema prisional foi registrado em abril na Penitenciária de Florianópolis. Um dentista que trabalha na unidade sentiu os sintomas após retornar de férias. O profissional foi afastado das funções para cumprir quarentena assim que teve a doença confirmada.

Outros casos foram confirmados no Case (Centro de Atendimento Socioeducativo), em São José, e na Penitenciária e no Presídio Feminino de Itajaí. Também houve registros no Case e na Penitenciária de Criciúma.

O vírus chegou também no Presídio de Blumenau, no Vale do Itajaí, e na unidade de Caçador, no Oeste. A SAP não divulgou o número de casos por unidade.

Entre os recuperados, cinco funcionários já retornaram ao trabalho e dois detentos que estavam no sistema prisional também se curaram. Não há adolescentes do sistema socioeducativo com diagnóstico ou suspeita da doença.

Monitorados

A administração prisional monitora também 189 servidores que tiveram contato com os doentes nas últimas semanas. Além disso, 13 detentos que ingressaram no sistema durante a pandemia foram isolados preventivamente.

Superlotação

Mesmo após o benefício da saída temporária ter sido concedido para mais de 2 mil presos que estavam no grupo de risco do coronavírus, o sistema carcerário ainda registra déficit de vagas.

Com capacidade para 18,1 mil internos, segundo levantamento do Depen (Departamento Penitenciário Nacional), as 51 prisões catarinenses abrigam atualmente 21,7 mil detentos. O déficit é de 3,6 mil vagas.

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