A estiagem prolongada que atinge Santa Catarina já deixou 30 cidades com abastecimento em estado crítico. A informação está no quarto boletim hidrometeorológico integrado coordenado pela SDE (Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Sustentável) em parceria com a Defesa Civil de Santa Catarina.

Realizado a cada 15 dias, o estudo colhe dados para apresentar as condições hidrológicas dos rios de SC, relacionadas ao abastecimento urbano nos municípios. Para isso, o levantamento leva em consideração as condições: normal, atenção, alerta e crítico.

 No estudo ocorrido entre os dias 1º a 12 de maio, foi constatado que pelo menos 222 municípios catarinenses apresentam problemas no abastecimento público, dentre eles Turvo e ermo. O levantamento foi realizado em 270, das 295 cidades do estado.

De acordo com o secretário da SDE, Lucas Esmeraldino, o boletim tem auxiliado na avaliação dos impactos da estiagem que assola o estado. “Com isso, conseguimos promover ações, agindo com celeridade e contornando situações mais críticas. Mas é importante frisar que neste momento contamos com apoio e conscientização da população no sentido de economizar água”, alerta o secretário da SDE.

Os dados da última quinzena apuraram que Santa Catarina está com 50% das cidades em estado de atenção, 21% em alerta e 11% crítico.

Desde junho de 2019, o índice de precipitação em Santa Catarina está abaixo do normal, e mesmo agora, quase um ano depois, ainda não há uma previsão de chuvas significativas e suficiente para normalizar o abastecimento urbano em um curto prazo. Levando em conta os níveis baixos dos rios, o estudo indica que a prolongada estiagem pode continuar no estado.

“Saliento que o uso consciente da água é a melhor saída para diminuir a pressão nos mananciais de abastecimento e garantir disponibilidade para todos os catarinenses”, frisa a gerente de Fiscalização da Aresc (Agência Reguladora de Serviços Públicos de Santa Catarina), Luiza Burgardt.

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