Falta de segurança jurídica. Este é o maior problema, na opinião da Associação Catarinense de Avicultura (Acav), enfrentado pelos frigoríficos de Santa Catarina diante da pandemia do coronavírus. De acordo com o presidente da entidade, José Antonio Ribas, está faltando comunicação entre as portarias que limitam o trabalho das empresas.

“Há insegurança para qualquer empresário e empreendedor em dar continuidade a sua atividade porque temos muitos regramentos, portarias sendo divulgadas, exigências que não se comunicam uma com a outra que acabam tornando o ambiente instável para produção”, diz. 

Ribas argumenta que essa discussão jurídica causa enormes perdas para a cadeia de proteína animal, que é bastante extensa. Como exemplo, o presidente da Acav citou o Rio Grande do Sul, que passou por situação delicada, com plantas frigoríficas sendo paralisadas e algumas, inclusive, chegaram próximo do limite de realizar o abate emergencial de aves. “Fatalmente caminharemos para uma situação assim. Seria muito ruim, uma derrota para o setor, para a sociedade e para o agronegócio porque demonstra que não estamos dando prioridade à discussão técnica”, afirma ele, alegando que a situação poderá piorar caso a insegurança continue e exista eventuais interdições das indústrias.

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