Família homenageia, através das páginas do Enfoque Popular, uma das personalidades mais conhecidas e importantes para Araranguá e região

Conhecido por estar bastante envolvido socialmente, seu Vanildo Darós era um daqueles homens que gostava de participar de diferentes setores. Era trabalhador, sério, político, e de muita fé, seu Vanildo era bastante popular, e nesta sexta-feira, completaria 80 anos. Nascido em Maracajá, ele se casou com dona Claudete, que era natural de Meleiro, com quem teve cinco filhos, Rogério, Romeu, Valdina, Roberto e Ronildo. Ainda tiveram mais dois filhos, gêmeos, que faleceram ainda bebês. A família cresceu, frutificando em 14 netos e seis bisnetos.

Com dona Claudete, seu Vanildo se casou em Praia Grande, e mesmo tendo sido criado na lavoura, se mudou para Porto Alegre, onde trabalhou com o sogro em uma empresa de ônibus, a Autoviação Educandária. Nos anos 1960, seu Vanildo e a família retornaram a Praia Grande, onde ele teve um comércio de secos e molhados. Entre 1963 e 1969, voltou a atuar no setor administrativo da empresa do sogro, em Porto Alegre. Em 31 de dezembro de 1969, a família voltou a Araranguá, onde seu Vanildo viveu até o fim da vida, em 2018.  Durante todo esse tempo, ele colaborou para o desenvolvimento regional e, principalmente, araranguaense. 

Um homem politizado

Vanildo Darós teve sua trajetória política marcada por ter sido filiado em apenas um partido político, o Partido dos Trabalhadores, que foi fundado em Araranguá nos anos 80, na garagem de sua casa. Deste partido, o PT, foi presidente municipal. Foi candidato a vice-prefeito em 1996, na primeira eleição que o ex-prefeito Sandro Maciel (PT) concorreu como candidato a prefeito. Além disso, por seis anos foi presidente da Associação dos Aposentados de Araranguá.

Um homem trabalhador

Seu Vanildo foi caminhoneiro por 17 anos, e teve duas Volkswagen Kombi, em que levava os estudantes para Tubarão na década de 80, para a Fundação Estudantil de Santa Catarina (Fesc) atual Unisul. Por coincidência, mais tarde um de seus filhos, Romeu, formou-se naquela universidade em Química Industrial. Trabalhou com os empresários Naor Batista, Guidi da Padaria e Osvaldo Becker. Para os donos de padaria, entregava produtos da região de Maracajá até a divisa de com Torres (RS) e também na região da serra gaúcha.

Um homem religioso

Quando ainda trabalhava com o pai na lavoura, seu Vanildo foi seminarista por 4 anos em Turvo. Católico praticante, ele era devoto de Santa Paulina e Santo Antônio, e ajudou a comunidade de Arapongas na construção da igreja Santa Paulina. Em homenagem à família, um dos bancos da igreja tem o nome da família Darós. Seu pai foi quem fez a doação da imagem de Santo Antônio à igreja de Três Irmãos, Praia Grande. Era também simpatizante de Nossa Senhora do Bom Parto. Até antes de falecer, Vanildo foi festeiro da comunidade de Urussanguinha e Nossa Senhora Aparecida. Também foi noveneiro da Festa de Nossa Senhora Mãe dos Homens.

Um homem de família e de valores

Seu Vanildo tinha um olhar especial para os menos favorecidos. Sua neta, Katrine Darós, filha de Rogério Darós, escreveu o texto que descreve quem ele era. “Nono Vanildo, um homem, pai, avô, bisavô exemplar. Sempre lutou pelo bem de todos e manter sempre unida sua família. A felicidade e a satisfação de estar junto a sua família estava sempre estampada em seu rosto.

Me ensinou amar o próximo de forma diferente, ajudar sem precisar ter algo em troca, cuidar da natureza e viver a vida intensamente. É meu exemplo de vida e nunca esqueço a frase que me disse: ‘Minha neta para sermos felizes em um relacionamento, sendo ele profissional, amoroso, precisamos ter respeito ao próximo e sempre dialogar’. Hoje não posso dizer o quanto te amo, mas manterei os seus princípios por uma vida melhor e nosso elo sempre será a horta e a natureza. Sempre que planto algo, cuido como se fosse você. E a cada colheita sinto-me abraçada por você”.

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